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As diferenças regionais continuam marcando os indicadores de qualidade de vida no Brasil. Dados divulgados nesta quarta-feira (20) pelo Imazon e instituições parceiras mostram que os municípios mais bem avaliados do país seguem concentrados no Sul e Sudeste, enquanto Norte e Nordeste predominam entre os piores resultados do ranking de 2026.

O levantamento analisou os 5.570 municípios brasileiros a partir do Índice de Progresso Social (IPS), indicador construído com 57 critérios sociais e ambientais. A metodologia utiliza informações de bases públicas, como IBGE, DataSUS, Inep e MapBiomas.

Entre os 20 municípios com melhor desempenho, 18 pertencem às regiões Sul e Sudeste. Já entre as 20 últimas posições, 19 estão localizadas no Norte e no Nordeste.

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Pela terceira vez seguida, Gavião Peixoto, cidade do interior paulista com cerca de 4,8 mil moradores, alcançou a primeira posição do ranking, com 73,10 pontos em uma escala de 0 a 100. Na outra ponta aparece Uiramutã, em Roraima, que registrou 42,44 pontos.

O IPS busca medir condições reais de vida da população, diferentemente do PIB, que considera apenas a produção de riqueza da economia.

Confira a lista das cidades com maior pontuação no IPS Brasil 2026

  • Gavião Peixoto (SP) — 73,10
  • Jundiaí (SP) — 71,80
  • Osvaldo Cruz (SP) — 71,76
  • Pompéia (SP) — 71,76
  • Curitiba (PR) — 71,29
  • Nova Lima (MG) — 71,22
  • Gabriel Monteiro (SP) — 71,16
  • Cornélio Procópio (PR) — 71,16
  • Luzerna (SC) — 71,10
  • Itupeva (SP) — 71,08
  • Rafard (SP) — 71,08
  • Presidente Lucena (RS) — 71,05
  • Adamantina (SP) — 70,97
  • Maringá (PR) — 70,87
  • Alto Alegre (RS) — 70,86
  • Ribeirão Preto (SP) — 70,80
  • Brasília (DF) — 70,73
  • Barra Bonita (SP) — 70,71
  • Araraquara (SP) — 70,70
  • Águas de São Pedro (SP) — 70,66

Entre as capitais, Curitiba lidera a classificação nacional, com 71,29 pontos. Brasília aparece em seguida, com 70,73. São Paulo ocupa a terceira posição entre as capitais, com 70,64, à frente de Campo Grande, que registrou 69,77, e Belo Horizonte, com 69,66.

A média nacional do índice em 2026 foi de 63,40 pontos. Nos anos anteriores, o país havia registrado 63,05 em 2025 e 62,85 em 2024, indicando uma evolução discreta no período.

Veja o ranking dos municípios com pior desempenho no IPS Brasil 2026

Com exceção do distrito de Fernando de Noronha (PE), as menores notas do levantamento ficaram com:

  • Uiramutã (RR) — 42,44
  • Jacareacanga (PA) — 44,32
  • Alto Alegre (RR) — 44,72
  • Portel (PA) — 45,42
  • Amajari (RR) — 45,58
  • Pacajá (PA) — 45,87
  • Anapu (PA) — 45,91
  • Japorã (MS) — 46,23
  • Santa Rosa do Purus (AC) — 46,70
  • Uruará (PA) — 46,80
  • Trairão (PA) — 46,82
  • Bannach (PA) — 47,23
  • São Félix do Xingu (PA) — 47,38
  • Recursolândia (TO) — 47,39
  • Cumaru do Norte (PA) — 47,43
  • Peritoró (MA) — 47,53
  • Oeiras do Pará (PA) — 47,57
  • Ladainha (MG) — 47,58
  • Anajás (PA) — 47,62
  • Paranã (TO) — 47,63

Entre as capitais brasileiras, Macapá e Porto Velho tiveram os resultados mais baixos do levantamento, com 59,65 e 58,59 pontos, respectivamente.
 

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O Brasil chegou, em 2025, ao maior número de cervejarias da série histórica. De acordo com o Anuário da Cerveja 2026 – Ano de Referência 2025, divulgado pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), o país somou 1.954 estabelecimentos, distribuídos em 794 municípios.

O levantamento também registra crescimento no número de produtos e o maior valor já alcançado pelas exportações do setor, que chegaram a US$ 218,4 milhões. Na comparação histórica, o total de cervejarias aumentou 4.785%. Em 2025, o avanço foi de 0,3%, indicando estabilidade no ritmo de expansão.

O documento reúne informações da Secretaria de Defesa Agropecuária do Mapa e consolida dados sobre registros de estabelecimentos e produtos, além de indicadores de exportação, importação, emprego e produção.

Em 2025, foram contabilizadas 44.212 cervejas registradas, alta de 2,4% em um ano, com acréscimo de 1.036 novos registros. O número de marcas também subiu e chegou a 56.170, evidenciando a ampliação da variedade no mercado nacional.

Segundo o diretor do Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Vegetal do Mapa, Hugo Caruso, os números mostram maior inserção da cerveja brasileira no exterior.

“Embora o crescimento interno tenha sido mais contido, o avanço no valor das exportações e o superávit histórico da balança comercial destacam o protagonismo crescente da cerveja brasileira no mercado internacional”, destaca.

Para o presidente-executivo do Sindicato Nacional da Indústria da Cerveja (Sindicerv), Márcio Maciel, o setor conseguiu se ajustar ao cenário do ano. “Os números do Anuário mostram um setor que segue evoluindo e ampliando sua presença no país”, pontua.  

“Nos cenários desafiadores que enfrentamos em 2025, a cerveja provou que pode se reinventar, se adaptar. O brasileiro faz questão da cerveja em seus momentos de celebração e conexão. E isso faz com que ela seja incomparável”, complementa.

Distribuição no país

São Paulo mantém a liderança nacional entre os estados brasileiros, com 452 cervejarias registradas. O Sudeste concentra 47,2% do total, o equivalente a 923 unidades.

A produção está espalhada por 794 municípios, o que representa 14,3% das cidades brasileiras. Entre eles, a capital paulista lidera, com 61 estabelecimentos. O número de cidades com pelo menos dez cervejarias subiu para 25 em 2025.

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No recorte por população, o país tem em média uma cervejaria para cada 108.794 habitantes. Santa Catarina aparece na frente nesse indicador, com uma para cada 32.625 moradores.

Comércio internacional

As exportações de cerveja chegaram a 315,5 milhões de litros em 2025, um recuo de 5,1% frente ao ano anterior. Mesmo assim, o faturamento atingiu o maior nível da série, com US$ 218,4 milhões, o que indica valorização do produto no mercado externo.

A cerveja brasileira foi enviada para 77 países, mas quase todo o volume teve destino sul-americano (98,5%). O Paraguai concentrou 62,3% das vendas externas, seguido por Bolívia, Uruguai, Argentina e Chile.

No sentido contrário, as importações cresceram fortemente em volume (+251,4%), saltando de cerca de 7,5 milhões de litros em 2024 para 26,3 milhões em 2025. Em valor, o aumento foi bem menor (+1,7%), chegando a aproximadamente US$ 9,4 milhões, o que sugere queda no preço médio.

Os Estados Unidos responderam pela maior parte das compras externas do Brasil, com 19,5 milhões de litros, equivalentes a 74,2% do total importado. Alemanha, Argentina, Uruguai e Espanha também aparecem na lista.

Emprego e produção

O setor de bebidas ultrapassou 143 mil empregos diretos em 2025, sendo 41.976 ligados à produção de malte, cerveja e chope.

A produção nacional passou de 15 bilhões de litros de cerveja em 2025, segundo a Declaração Anual de Produção e Estoques. Dentro desse total, 29,2% correspondem a cervejas puro malte.

Uma das novidades do anuário foi a inclusão de mapas de distribuição das cervejarias, feitos em parceria com a Embrapa Territorial, permitindo visualizar melhor a concentração das unidades pelo país.

Outro ponto destacado foi o avanço das cervejas sem glúten, com aumento superior a 400% na produção, acompanhando mudanças no consumo.

O Anuário da Cerveja 2026 reúne dados sobre registros, produção, comércio exterior e emprego e funciona como referência estatística do setor no país.
 

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De 19 a 22 de maio, comunidades ribeirinhas e trabalhadores da indústria associados da Colônia de Pescadores Z-13 em Barcarena, no nordeste do Pará, recebem atendimentos da atenção primária na Embarcação Saúde Conectada SESI – Copaíba

A unidade fluvial faz parte de um projeto desenvolvido pelo Serviço Social da Indústria (SESI), em parceria com o Ministério da Saúde, o Conselho Nacional do SESI (CN-SESI) e a Federação das Indústrias do Estado do Pará (FIEPA). A iniciativa busca ampliar o acesso aos serviços de saúde para trabalhadores que ainda enfrentam longos deslocamentos pelos rios para conseguir atendimento básico

Os atendimentos são realizados no Porto do Complexo Comercial de Barcarena, em parceria com a Hidrovias do Brasil. O foco inicial é o acompanhamento e o controle da hipertensão e do diabetes. Para isso, a operação inclui coleta de dados clínicos, aferição da pressão arterial e realização de testes rápidos para identificação de infecções, doenças virais e monitoramento de enfermidades crônicas

A equipe embarcada é composta por um piloto, um marinheiro, uma enfermeira e duas técnicas de enfermagem. Durante a operação, o SESI vai atuar em alinhamento com a rede municipal de saúde para garantir encaminhamentos complementares aos pacientes atendidos. 

Tecnologia e sustentabilidade a serviço da saúde 

Lançada durante a COP30, a Embarcação Saúde Conectada SESI – Copaíba foi projetada para percorrer longas distâncias pela Região Norte com uma estrutura energética limpa e eficiente

O nome Copaíba faz referência à árvore típica da Amazônia conhecida por suas propriedades medicinais e pela relação histórica com o cuidado e a saúde. 

O projeto foi desenvolvido em parceria com a Universidade Federal do Pará (UFPA), que participou da criação de uma embarcação preparada para os desafios característicos dos rios amazônicos. A variação constante do nível das águas, a formação de bancos de areia, a presença de troncos submersos e as longas distâncias percorridas exigiram uma solução capaz de operar com segurança, estabilidade e eficiência em diferentes cenários da navegação fluvial. 

O resultado foi um catamarã fluvial — embarcação de dois cascos paralelos e de baixa profundidade submersa, adequada para rios e lagos. Construído em alumínio naval, o Copaíba possui 15 metros de comprimento, seis metros de largura, propulsão 100% elétrica e sistema híbrido de geração de energia

A estrutura conta ainda com consultório climatizado, estação de telessaúde e conectividade via satélite, permitindo integração com plataformas do Sistema Único de Saúde (SUS) e a realização de teleconsultas em localidades afastadas

O superintendente de saúde do SESI, Emmanuel Lacerda, afirma que os primeiros dias de operações do barco Copaíba foram um sucesso. 

“É um projeto que inauguramos na COP30, que representa uma ação concreta de sustentabilidade e impacto social; uma embarcação que mitiga riscos e emissões de carbono, por ser totalmente elétrica. Mas o mais importante é sua finalidade social de entregar saúde e atenção básica — com custo operacional baixo, compatível com o que há de mais moderno tecnologicamente — para trabalhadores que operam em áreas remotas, ribeirinhas e comunidades.”

Após a etapa na Colônia de Pescadores Z-13, a embarcação seguirá para atendimentos na empresa New Fortress Energy, também em Barcarena, dando continuidade às ações voltadas a trabalhadores da indústria e comunidades da região.

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Artistas e grupos de Goiás integram a programação da 21ª edição da Virada Cultural de São Paulo, realizada nos dias 23 e 24 de maio. Ao todo, nove projetos apoiados pelo governo do estado foram selecionados para participar do evento, que ocupa diferentes espaços da capital paulista desde 2005.

A circulação dos trabalhos ocorre por meio da Secretaria de Estado da Cultura (Secult), com recursos da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura (Pnab). O edital Ocupa Goiás – Virada Cultural SP 2026 destinou R$ 500 mil para viabilizar a participação dos projetos.

Na área de artes visuais, o grupo Lanterna Mágica apresenta a exposição “Brinquedoscópio – Brinquedos Ópticos e as Visualidades Goianas”, em cartaz no Centro Cultural São Paulo. Na dança, os espetáculos “Contenção”, do grupo Três em Cena, e “Dança Boba”, da Cia Ateliê do Gesto, fazem parte da programação.

O teatro goiano será representado pelos espetáculos “Contos de Cativeiro”, do Grupo Orum Ayê Quilombo Cultural, e “Niq - Por estradas mundo afora”, de Júlio Vann. A seleção inclui ainda apresentações musicais do grupo Vida Seca, da banda Red Sand King, da cantora Bruna Mendez e do Duo Entre Cordas, formado por Bororó Felipe e Victor Batista.

A secretária de Estado da Cultura, Yara Nunes, afirma que a participação dos artistas goianos na Virada Cultural amplia a visibilidade da produção cultural do estado.

“É uma oportunidade de ampliar o alcance dos nossos artistas e reafirmar a potência criativa de Goiás em um dos maiores eventos culturais do país. Essa circulação promove encontros, cria conexões e evidencia a diversidade das linguagens artísticas produzidas aqui”, destaca.

Programação ampla

A edição deste ano da Virada Cultural terá cerca de 1,2 mil shows distribuídos em 21 palcos, cinco deles na região central da cidade, além de atividades em 200 espaços culturais. Durante 24 horas de programação gratuita, os artistas goianos dividirão espaço com nomes como Marina Sena, Luísa Sonza, Seu Jorge, Alexandre Pires, Péricles e o franco-espanhol Manu Chao, além de atrações da Europa, África, América do Norte, Ásia e América Latina.

O baixista, compositor, arranjador e produtor musical goiano Bororó Felipe, que se apresenta na Avenida Paulista no domingo (24), às 10h, destaca a dimensão do evento.

“Para nós, músicos, é a chance de levar o nosso trabalho ao alcance de um grande público, em uma metrópole que pulsa a cultura como São Paulo. É uma honra levar o nome de Goiás para um outro patamar, mostrando uma música que venha a acrescentar e a emocionar quem estiver ali assistindo”, relata.

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O ator, diretor e dramaturgo Júlio Vann, que apresenta “Niq - Por estradas mundo afora” no Teatro Alfredo Mesquita, no domingo (24), às 19h, também comenta a participação no evento.

“Estar neste palco é realizar o verdadeiro sentido do espetáculo: percorrer estradas para mostrar que a arte de Goiás é rica, vibrante e essencial para o diálogo cultural brasileiro. Estou muito feliz de participar, e acredito que esse é o início de uma longa viagem pelo Brasil e pelo mundo afora”, comenta.
 

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A abertura do Encontro Nacional da Indústria da Construção (ENIC 2026), realizada nesta semana em São Paulo, reuniu representantes do governo federal, empresários e entidades do setor da construção civil. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva participou da cerimônia e tratou do papel econômico e social da área, com foco em geração de empregos e habitação.

Na ocasião, Lula defendeu a construção civil como um setor estratégico para o país, destacando sua capacidade de movimentar a economia de forma rápida. Ele também ressaltou a importância do diálogo entre governo e iniciativa privada e destacou a importância das políticas habitacionais.

“A construção civil é imprescindível para o futuro desse país. Ela gera emprego com rapidez, movimenta a economia e ajuda a melhorar a vida das pessoas. O empresário sério é aquele que apresenta propostas, dialoga e ajuda o país a crescer”, afirmou.

O presidente também relacionou o tema da moradia à qualidade de vida das famílias brasileiras e à experiência de populações de baixa renda. Para ele, o acesso à casa própria tem impacto direto na estabilidade social.

“Quando uma família conquista sua casa, tudo melhora. A moradia traz tranquilidade, cria vínculos e dá perspectiva de futuro. O Estado precisa assumir sua responsabilidade no enfrentamento do déficit habitacional”, declarou.

Lula acrescentou ainda que é necessário modernizar as relações de trabalho e ampliar a presença feminina no setor da construção civil e no ambiente empresarial.

O presidente da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), Laudemir Muller, também integrou a comitiva de autoridades presentes no evento. Durante o encontro, ele destacou a estratégia de expansão internacional das empresas brasileiras ligadas ao setor.

Muller afirmou que a construção civil nacional passa por um processo de modernização e busca ampliar sua competitividade no exterior, com apoio da agência na abertura de mercados.

“O Brasil possui capacidade técnica, industrial e tecnológica para ampliar sua presença global, tanto em engenharia quanto em materiais e soluções ligadas à construção sustentável. A ApexBrasil atua justamente para conectar essas empresas a novas oportunidades de negócios e mercados internacionais”, pontuou.

"Nós temos 442 empresas que a gente apoia nesse setor, que ano passado exportaram quase 10 bilhões de dólares com investimento nosso, com os nossos projetos setoriais, junto com o setor privado, em torno de 170 milhões. A gente trouxe 8 compradores internacionais que vão negociar com 32 empresas, que vai dar mais ou menos umas 240 reuniões", acrescentou Muller.

ApexBrasil amplia ações para internacionalizar construção civil brasileira

A participação da ApexBrasil ocorreu por meio do programa Exporta Mais Construção e de apoio institucional ao encontro. A ação envolve 32 empresas brasileiras em rodadas de negócios com compradores de oito países, abrangendo segmentos como tintas, esquadrias, ferragens, fechaduras e soluções industriais.

A agência tem intensificado iniciativas voltadas à internacionalização da cadeia da construção, com foco em engenharia, inovação e infraestrutura sustentável. Estudos citados pela ApexBrasil indicam que o acordo Mercosul-União Europeia pode ampliar oportunidades para produtos industriais brasileiros, incluindo materiais de construção e equipamentos.

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Esse movimento ocorre em um cenário de maior atração de investimentos estrangeiros para a indústria brasileira. Entre 2021 e 2025, o setor de máquinas industriais, elétricas e eletrônicas recebeu US$ 2,62 bilhões em investimentos vindos da Europa, enquanto os segmentos de produtos químicos, borracha e plástico somaram US$ 4,52 bilhões.

Dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) mostram que o país atingiu US$ 348,7 bilhões em exportações em 2025, recorde histórico. Dentro desse resultado, empresas ligadas à cadeia da construção vêm ampliando sua inserção externa por meio de feiras, missões comerciais e ações de promoção internacional.
 

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O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (UNIÃO-AP), afirmou nesta terça-feira (19) que o Congresso Nacional deverá analisar os vetos presidenciais à Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2026 que impedem municípios inadimplentes de receber recursos federais. 

A declaração foi feita durante a XXVII Marcha a Brasília em Defesa dos Municípios. O evento é organizado pela Confederação Nacional de Municípios (CNM).

Segundo o parlamentar, a intenção é analisar e votar o quanto antes os dispositivos do Veto 51/2025, que restringem transferências voluntárias da União e o envio de emendas parlamentares para prefeituras com pendências fiscais.

“Eu e o presidente da Câmara, Hugo Motta, vamos, juntamente com os líderes do Congresso e do governo, organizar uma sessão do Congresso Nacional para que possamos analisar e derrubar esses vetos, e assim entregar para mais de três mil municípios a possibilidade de acessarem mais recursos do Estado brasileiro”, afirmou.

De acordo com Alcolumbre, dos municípios com menos de 65 mil habitantes, cerca de 3,1 mil estão inadimplentes, sem acesso a convênios federais, programas do governo e recursos oriundos de emendas parlamentares.

O Veto 51/2025 reúne trechos barrados pela Presidência da República na LDO de 2026. Ao todo, 44 dispositivos foram vetados, entre eles a autorização para que municípios inadimplentes de pequeno porte possam firmar convênios com a União. O governo justificou a medida alegando inconstitucionalidade, afronta ao interesse público e violação da Lei de Responsabilidade Fiscal.

Durante o discurso, Alcolumbre também defendeu maior autonomia financeira para os municípios e afirmou que a pressão sobre as contas públicas locais tem aumentado.

“Se queremos mais eficiência nas políticas públicas, precisamos imediatamente dar mais autonomia aos municípios. A pressão fiscal sobre as contas só faz aumentar”, afirmou.

Propostas para municípios e serviços públicos

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), também participou do evento e defendeu iniciativas voltadas ao fortalecimento das administrações municipais.

Entre os pontos citados por ele está a Proposta de Emenda à Constituição do Sistema Único de Assistência Social (Suas), que prevê a destinação de 1% da receita corrente líquida da União, dos estados e dos municípios para a assistência social.

“Se antes a gestão municipal cambaleava na manutenção dos CRAS e CREAS, agora recebe um novo impulso para manter os equipamentos funcionando. E quem ganha é o cidadão, porque não deixará de receber o Bolsa Família, será acolhido e seus direitos serão assegurados”, disse Motta.

O deputado também mencionou a emenda constitucional que criou limites para o pagamento de precatórios pelos municípios, com o objetivo de reduzir os impactos das dívidas judiciais nos cofres das prefeituras.

Na área da segurança pública, Motta destacou a inclusão dos agentes de trânsito no Fundo Nacional de Segurança Pública, medida que permite investimentos em capacitação, equipamentos e ações de segurança viária.

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O congressista também comentou sobre o Marco Legal de Combate ao Crime Organizado, já transformado em lei, como instrumento para enfrentar organizações criminosas que atuam em cidades do interior.

“Queremos, com isso, enfrentar de forma definitiva o chamado novo cangaço, que paralisa os municípios, destrói agências bancárias, fecha acessos e sitia a população”, afirmou.

Em relação à saúde, o presidente da Câmara mencionou o programa Agora Tem Especialistas, aprovado pela Câmara dos Deputados, que prevê o uso de carretas itinerantes para realização de exames e consultas médicas em municípios brasileiros.

Já quanto à mobilidade urbana, ele destacou a aprovação do Marco Legal do Transporte Público, que amplia as possibilidades de financiamento dos sistemas municipais de transporte coletivo.

Hugo Motta também defendeu as emendas parlamentares como forma de aproximar o Orçamento da União das demandas locais. Na avaliação dele, os recursos ajudam a direcionar investimentos para obras, serviços e ações prioritárias nos municípios.
 

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Brasil Exportador
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O Brasil marca presença no Marché du Film 2026, em Cannes, considerado o principal mercado internacional da indústria audiovisual. A participação brasileira reúne cerca de 80 empresas e profissionais do setor em uma programação voltada à coprodução internacional, exportação de serviços audiovisuais, atração de investimentos e fortalecimento da presença do país no mercado global. O evento teve início em 12 de maio e segue até o dia 20.

A iniciativa é organizada pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) e pelo Sindicato da Indústria Audiovisual do Estado de São Paulo (SIAESP), por meio do programa Cinema do Brasil, em parceria com o Ministério da Cultura (MinC), a Agência Nacional do Cinema (Ancine), o Instituto +Mulheres e com apoio da ONU Mulheres Brasil.

No Palais des Festivals, o país conta com um estande de 96 m² destinado a reuniões de negócios, encontros institucionais, sessões de pitching e atividades de networking com distribuidores, agentes de vendas, produtores e representantes de festivais. Ao longo do evento estão previstas cerca de 25 atividades.

Segundo Maria Paula Velloso, diretora de Negócios da ApexBrasil, a presença brasileira busca consolidar o audiovisual como um setor estratégico da pauta de exportações do país.

“A ApexBrasil trouxe 80 produtoras brasileiras para fazer negócios com mais de 25 delegações internacionais, como Reino Unido, Espanha, Japão e Nova Zelândia. A expectativa é que a gente possa gerar muitos negócios internacionais para as produtoras brasileiras”, afirmou.

“O audiovisual brasileiro vive um momento de expansão, com impacto direto na geração de empregos, renda e inovação. A ApexBrasil trabalha junto ao setor para transformar esse potencial em negócios internacionais, ampliando exportações e a presença do Brasil nos principais mercados. O Marché du Film é uma vitrine estratégica para mostrar a diversidade, a qualidade e a capacidade de produção do nosso audiovisual”, completou a diretora.

Coproduções e novos mercados

A agenda inclui encontros de coprodução com delegações da Europa e da América Latina, entre elas França, Alemanha, Itália, Espanha, Reino Unido, Colômbia e Chile. Também estão previstas ações voltadas à aproximação com mercados asiáticos, como China, Japão, Coreia do Sul e Índia.

A programação ainda prevê debates sobre tendências da indústria audiovisual, uso de inteligência artificial e modelos de financiamento internacional.

Participação feminina ganha espaço

Executivas brasileiras no Marché du Film terão uma programação específica voltada à ampliação da participação feminina no mercado audiovisual internacional.

As ações são desenvolvidas pela ApexBrasil em parceria com o SIAESP e o Instituto +Mulheres, dentro dos programas Cinema do Brasil e Mulheres e Negócios Internacionais, com apoio do Ministério da Cultura, da Associação Brasil-Ásia do Audiovisual (Abrasia) e da ONU Mulheres Brasil.

Na avaliação da diretora de Relações Internacionais do Instituto +Mulheres, Juliana Funaro, a equidade de gênero é considerada um pilar estratégico, que visa orientar o setor audiovisual a fazer negócios a partir de um percurso mais ético, consistente e coerente com a realidade social global.

“Garantir a presença de lideranças femininas em ambientes de mercado para acessar oportunidades estimula nos diferentes agentes desse ecossistema o compromisso com empresas mais plurais, obras mais conectadas com o público e com talentos com repertórios mais amplos e sensíveis", pontuou.

A programação inclui um painel com lideranças brasileiras e francesas sobre os impactos da inteligência artificial na indústria criativa, com foco nos desafios e oportunidades para mulheres. Também está previsto um encontro entre representantes do Brasil e do Japão — com participação majoritariamente feminina — para discutir coproduções e parcerias no setor audiovisual. O Japão será o país homenageado do Marché du Film 2026.

Setor cresce em investimentos e empregos

A participação brasileira ocorre em um momento de expansão do audiovisual nacional. Em 2025, o setor registrou R$ 1,41 bilhão em investimentos públicos, aumento de 29% em relação ao ano anterior.

 O crescimento impulsionou a produção e a circulação de obras nacionais. Ao longo do ano, 367 filmes brasileiros foram lançados, somando mais de 11 milhões de espectadores nas salas de cinema.

Em 2024, o audiovisual movimentou cerca de R$ 70,2 bilhões na economia brasileira e gerou mais de 608 mil empregos diretos, indiretos e induzidos.

Cinema do Brasil amplia presença internacional

Responsável pela internacionalização do setor, o programa Cinema do Brasil superou US$ 73,9 milhões em exportações no ciclo 2024–2025, alcançando 134% da meta estabelecida. O programa também ampliou sua atuação em coproduções internacionais e expansão de mercados.

O presidente do Cinema do Brasil, André Sturm, considera que a participação brasileira no evento reflete a força, assim como a diversidade da produção audiovisual nacional.

“Seguimos construindo pontes entre o Brasil e a indústria global, fomentando coproduções, ampliando o acesso a mercados e posicionando o país como um parceiro estratégico no cenário audiovisual internacional”, disse.

Atualmente, o programa atua em 58 destinos internacionais e participa de mercados como Cannes, Berlim e Locarno. Entre as empresas participantes estão O2 Filmes, Gullane, Biônica Filmes e Sato Company.

Além da agenda de negócios, produções e coproduções brasileiras também estarão presentes nas mostras e sessões de mercado do Festival de Cannes, ampliando a visibilidade internacional do cinema nacional e criando novas oportunidades comerciais.

Sobre as instituições

 A ApexBrasil atua na promoção de produtos e serviços brasileiros no exterior e na atração de investimentos estrangeiros para setores estratégicos da economia. Entre as ações realizadas estão missões comerciais, rodadas de negócios, apoio à participação em feiras internacionais e aproximação entre empresas brasileiras e compradores estrangeiros.

Criado em 2006 e gerido pelo SIAESP em parceria com a ApexBrasil, o Cinema do Brasil reúne produtoras, distribuidoras, agentes de vendas e festivais de diferentes regiões do país para ampliar a presença do audiovisual brasileiro no mercado internacional.

Fundado em 1961, o SIAESP representa empresas do setor audiovisual paulista, incluindo produtoras de cinema, televisão e publicidade, estúdios, laboratórios, empresas de pós-produção, dublagem, locação de equipamentos e desenvolvimento de games.

Desde 2019, o Instituto +Mulheres atua no fortalecimento da presença feminina no audiovisual brasileiro por meio de ações de formação, articulação política, comunicação estratégica e desenvolvimento de redes profissionais.

A ONU Mulheres é a entidade das Nações Unidas voltada à promoção da igualdade de gênero e do empoderamento de mulheres e meninas.

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A abertura do Encontro Nacional da Indústria da Construção (ENIC 2026), realizada nesta semana em São Paulo, reuniu representantes do governo federal, empresários e entidades do setor da construção civil. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva participou da cerimônia e tratou do papel econômico e social da área, com foco em geração de empregos e habitação.

Na ocasião, Lula defendeu a construção civil como um setor estratégico para o país, destacando sua capacidade de movimentar a economia de forma rápida. Ele também ressaltou a importância do diálogo entre governo e iniciativa privada e destacou a importância das políticas habitacionais.

“A construção civil é imprescindível para o futuro desse país. Ela gera emprego com rapidez, movimenta a economia e ajuda a melhorar a vida das pessoas. O empresário sério é aquele que apresenta propostas, dialoga e ajuda o país a crescer”, afirmou.

O presidente também relacionou o tema da moradia à qualidade de vida das famílias brasileiras e à experiência de populações de baixa renda. Para ele, o acesso à casa própria tem impacto direto na estabilidade social.

“Quando uma família conquista sua casa, tudo melhora. A moradia traz tranquilidade, cria vínculos e dá perspectiva de futuro. O Estado precisa assumir sua responsabilidade no enfrentamento do déficit habitacional”, declarou.

Lula acrescentou ainda que é necessário modernizar as relações de trabalho e ampliar a presença feminina no setor da construção civil e no ambiente empresarial.

O presidente da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), Laudemir Muller, também integrou a comitiva de autoridades presentes no evento. Durante o encontro, ele destacou a estratégia de expansão internacional das empresas brasileiras ligadas ao setor.

Muller afirmou que a construção civil nacional passa por um processo de modernização e busca ampliar sua competitividade no exterior, com apoio da agência na abertura de mercados.

“O Brasil possui capacidade técnica, industrial e tecnológica para ampliar sua presença global, tanto em engenharia quanto em materiais e soluções ligadas à construção sustentável. A ApexBrasil atua justamente para conectar essas empresas a novas oportunidades de negócios e mercados internacionais”, pontuou.

"Nós temos 442 empresas que a gente apoia nesse setor, que ano passado exportaram quase 10 bilhões de dólares com investimento nosso, com os nossos projetos setoriais, junto com o setor privado, em torno de 170 milhões. A gente trouxe 8 compradores internacionais que vão negociar com 32 empresas, que vai dar mais ou menos umas 240 reuniões", acrescentou Muller.

ApexBrasil amplia ações para internacionalizar construção civil brasileira

A participação da ApexBrasil ocorreu por meio do programa Exporta Mais Construção e de apoio institucional ao encontro. A ação envolve 32 empresas brasileiras em rodadas de negócios com compradores de oito países, abrangendo segmentos como tintas, esquadrias, ferragens, fechaduras e soluções industriais.

A agência tem intensificado iniciativas voltadas à internacionalização da cadeia da construção, com foco em engenharia, inovação e infraestrutura sustentável. Estudos citados pela ApexBrasil indicam que o acordo Mercosul-União Europeia pode ampliar oportunidades para produtos industriais brasileiros, incluindo materiais de construção e equipamentos.

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Esse movimento ocorre em um cenário de maior atração de investimentos estrangeiros para a indústria brasileira. Entre 2021 e 2025, o setor de máquinas industriais, elétricas e eletrônicas recebeu US$ 2,62 bilhões em investimentos vindos da Europa, enquanto os segmentos de produtos químicos, borracha e plástico somaram US$ 4,52 bilhões.

Dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) mostram que o país atingiu US$ 348,7 bilhões em exportações em 2025, recorde histórico. Dentro desse resultado, empresas ligadas à cadeia da construção vêm ampliando sua inserção externa por meio de feiras, missões comerciais e ações de promoção internacional.
 

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A Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) iniciou nesta quinta-feira (14) uma missão oficial à China com agendas previstas em Chongqing, Shenzhen, Xangai e Pequim até o próximo dia 22.

O principal compromisso da delegação será a participação brasileira na SIAL China 2026, feira do setor de alimentos e bebidas da Ásia, onde o Brasil terá presença recorde de empresas expositoras.

A missão é liderada pelo presidente da ApexBrasil, Laudemir Muller, e tem como foco a ampliação do comércio, a atração de investimentos e a aproximação institucional entre Brasil e China, principal parceiro comercial brasileiro.

Na edição deste ano da SIAL China, o Brasil contará com 82 empresas distribuídas em cinco pavilhões organizados pela ApexBrasil e entidades parceiras. O número supera as 54 empresas participantes da edição anterior. A expectativa é movimentar US$ 3,3 bilhões em negócios imediatos e futuros.

A ApexBrasil coordena diretamente os pavilhões World Food e Proteínas. Também participam da organização, a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (ABIEC), a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) e a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), por meio do projeto AgroBR.

Cooperar para Exportar

A missão também marca a chegada do programa Cooperar para Exportar ao mercado chinês. Depois da estreia internacional durante a Gulfood 2026, em Dubai, esta será a primeira participação da iniciativa na China. O programa terá um pavilhão voltado à agricultura familiar brasileira, reunindo 10 cooperativas de diferentes regiões do país.

Entre os produtos apresentados ao mercado chinês estão cafés especiais, açaí, castanhas, mel, vinhos, polpas de frutas e alimentos da sociobiodiversidade brasileira.

“A China é um parceiro estratégico para o Brasil e esta missão representa mais um passo importante na diversificação e agregação de valor das exportações brasileiras. Estamos ampliando a presença de empresas brasileiras no mercado chinês, fortalecendo setores tradicionais e abrindo espaço para cooperativas, agricultura familiar e produtos de maior valor agregado. O número recorde de empresas na SIAL demonstra a confiança do setor produtivo brasileiro no potencial desse mercado”, destaca Laudemir Muller.

“Ano passado, nós fechamos com 170 bilhões de dólares. Na carne, há pouco mais de 10 anos, a gente era menos de 100 mil toneladas. E, ano passado, nós fomos em torno de 1,7 milhão de toneladas. Os números mostram e revelam o quanto essa relação econômica importante com a China cresceu e o quanto nós temos de parceria estratégica”, enfatiza o presidente.  

A agenda institucional inclui ainda a participação de Muller no roadshow “The Beef and Road”, promovido pela ABIEC em Chongqing. A iniciativa busca ampliar a presença da carne bovina brasileira em regiões do interior da China por meio de encontros com compradores, distribuidores e parceiros locais, além de rodadas de negócios entre empresas brasileiras e chinesas.

Durante a viagem, a ApexBrasil também deverá firmar Memorandos de Entendimento (MoUs) com instituições chinesas em Pequim. Os acordos envolvem entidades ligadas à promoção de investimentos, finanças verdes e agricultura sustentável.

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Em Shenzhen, a delegação visitará uma flagship store da Luckin Coffee, maior rede de cafeterias da China. A unidade é tematizada com referências ao Brasil e faz parte da cooperação entre a empresa e a ApexBrasil para promover o café brasileiro no país asiático. A programação inclui ainda reunião com Zhao Yefei, gerente da Luckin Coffee Shenzhen.

Além da participação na SIAL China, a missão prevê fóruns empresariais, encontros com investidores chineses, visitas técnicas e reuniões com empresas dos setores de logística, alimentos, cafés especiais e comércio eletrônico. A programação também inclui agendas relacionadas à segurança alimentar e investimentos sustentáveis.

The Beef and Road

Criado pela ABIEC em parceria com a ApexBrasil, o projeto “The Beef and Road: Bridging the Brazil-China Beef Routes” tem como objetivo ampliar a comercialização da carne bovina brasileira na China, especialmente em mercados fora do eixo tradicional formado por Pequim e Xangai.

 A estratégia inclui seminários, rodadas de negócios, encontros institucionais e ações de aproximação com distribuidores, varejistas, importadores e autoridades chinesas. A proposta também busca consolidar a percepção da carne bovina brasileira como um produto de qualidade e ampliar sua presença nos canais de distribuição asiáticos.

A iniciativa faz parte do programa Brazilian Beef e já realizou ações em cidades como Nanjing e Hangzhou.

Perfil de Comércio e Investimentos China

Recentemente, a ApexBrasil lançou o estudo Perfil de Comércio e Investimentos China, levantamento que mapeia as relações econômicas entre os dois países e identifica 385 oportunidades para exportações brasileiras.

O estudo aponta possibilidades de diversificação da pauta exportadora em setores de maior valor agregado e apresenta análises sobre comércio, investimentos e acesso ao mercado chinês.
 
 

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Brasil Gestor
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As diferenças regionais continuam marcando os indicadores de qualidade de vida no Brasil. Dados divulgados nesta quarta-feira (20) pelo Imazon e instituições parceiras mostram que os municípios mais bem avaliados do país seguem concentrados no Sul e Sudeste, enquanto Norte e Nordeste predominam entre os piores resultados do ranking de 2026.

O levantamento analisou os 5.570 municípios brasileiros a partir do Índice de Progresso Social (IPS), indicador construído com 57 critérios sociais e ambientais. A metodologia utiliza informações de bases públicas, como IBGE, DataSUS, Inep e MapBiomas.

Entre os 20 municípios com melhor desempenho, 18 pertencem às regiões Sul e Sudeste. Já entre as 20 últimas posições, 19 estão localizadas no Norte e no Nordeste.

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Pela terceira vez seguida, Gavião Peixoto, cidade do interior paulista com cerca de 4,8 mil moradores, alcançou a primeira posição do ranking, com 73,10 pontos em uma escala de 0 a 100. Na outra ponta aparece Uiramutã, em Roraima, que registrou 42,44 pontos.

O IPS busca medir condições reais de vida da população, diferentemente do PIB, que considera apenas a produção de riqueza da economia.

Confira a lista das cidades com maior pontuação no IPS Brasil 2026

  • Gavião Peixoto (SP) — 73,10
  • Jundiaí (SP) — 71,80
  • Osvaldo Cruz (SP) — 71,76
  • Pompéia (SP) — 71,76
  • Curitiba (PR) — 71,29
  • Nova Lima (MG) — 71,22
  • Gabriel Monteiro (SP) — 71,16
  • Cornélio Procópio (PR) — 71,16
  • Luzerna (SC) — 71,10
  • Itupeva (SP) — 71,08
  • Rafard (SP) — 71,08
  • Presidente Lucena (RS) — 71,05
  • Adamantina (SP) — 70,97
  • Maringá (PR) — 70,87
  • Alto Alegre (RS) — 70,86
  • Ribeirão Preto (SP) — 70,80
  • Brasília (DF) — 70,73
  • Barra Bonita (SP) — 70,71
  • Araraquara (SP) — 70,70
  • Águas de São Pedro (SP) — 70,66

Entre as capitais, Curitiba lidera a classificação nacional, com 71,29 pontos. Brasília aparece em seguida, com 70,73. São Paulo ocupa a terceira posição entre as capitais, com 70,64, à frente de Campo Grande, que registrou 69,77, e Belo Horizonte, com 69,66.

A média nacional do índice em 2026 foi de 63,40 pontos. Nos anos anteriores, o país havia registrado 63,05 em 2025 e 62,85 em 2024, indicando uma evolução discreta no período.

Veja o ranking dos municípios com pior desempenho no IPS Brasil 2026

Com exceção do distrito de Fernando de Noronha (PE), as menores notas do levantamento ficaram com:

  • Uiramutã (RR) — 42,44
  • Jacareacanga (PA) — 44,32
  • Alto Alegre (RR) — 44,72
  • Portel (PA) — 45,42
  • Amajari (RR) — 45,58
  • Pacajá (PA) — 45,87
  • Anapu (PA) — 45,91
  • Japorã (MS) — 46,23
  • Santa Rosa do Purus (AC) — 46,70
  • Uruará (PA) — 46,80
  • Trairão (PA) — 46,82
  • Bannach (PA) — 47,23
  • São Félix do Xingu (PA) — 47,38
  • Recursolândia (TO) — 47,39
  • Cumaru do Norte (PA) — 47,43
  • Peritoró (MA) — 47,53
  • Oeiras do Pará (PA) — 47,57
  • Ladainha (MG) — 47,58
  • Anajás (PA) — 47,62
  • Paranã (TO) — 47,63

Entre as capitais brasileiras, Macapá e Porto Velho tiveram os resultados mais baixos do levantamento, com 59,65 e 58,59 pontos, respectivamente.
 

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O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (UNIÃO-AP), afirmou nesta terça-feira (19) que o Congresso Nacional deverá analisar os vetos presidenciais à Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2026 que impedem municípios inadimplentes de receber recursos federais. 

A declaração foi feita durante a XXVII Marcha a Brasília em Defesa dos Municípios. O evento é organizado pela Confederação Nacional de Municípios (CNM).

Segundo o parlamentar, a intenção é analisar e votar o quanto antes os dispositivos do Veto 51/2025, que restringem transferências voluntárias da União e o envio de emendas parlamentares para prefeituras com pendências fiscais.

“Eu e o presidente da Câmara, Hugo Motta, vamos, juntamente com os líderes do Congresso e do governo, organizar uma sessão do Congresso Nacional para que possamos analisar e derrubar esses vetos, e assim entregar para mais de três mil municípios a possibilidade de acessarem mais recursos do Estado brasileiro”, afirmou.

De acordo com Alcolumbre, dos municípios com menos de 65 mil habitantes, cerca de 3,1 mil estão inadimplentes, sem acesso a convênios federais, programas do governo e recursos oriundos de emendas parlamentares.

O Veto 51/2025 reúne trechos barrados pela Presidência da República na LDO de 2026. Ao todo, 44 dispositivos foram vetados, entre eles a autorização para que municípios inadimplentes de pequeno porte possam firmar convênios com a União. O governo justificou a medida alegando inconstitucionalidade, afronta ao interesse público e violação da Lei de Responsabilidade Fiscal.

Durante o discurso, Alcolumbre também defendeu maior autonomia financeira para os municípios e afirmou que a pressão sobre as contas públicas locais tem aumentado.

“Se queremos mais eficiência nas políticas públicas, precisamos imediatamente dar mais autonomia aos municípios. A pressão fiscal sobre as contas só faz aumentar”, afirmou.

Propostas para municípios e serviços públicos

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), também participou do evento e defendeu iniciativas voltadas ao fortalecimento das administrações municipais.

Entre os pontos citados por ele está a Proposta de Emenda à Constituição do Sistema Único de Assistência Social (Suas), que prevê a destinação de 1% da receita corrente líquida da União, dos estados e dos municípios para a assistência social.

“Se antes a gestão municipal cambaleava na manutenção dos CRAS e CREAS, agora recebe um novo impulso para manter os equipamentos funcionando. E quem ganha é o cidadão, porque não deixará de receber o Bolsa Família, será acolhido e seus direitos serão assegurados”, disse Motta.

O deputado também mencionou a emenda constitucional que criou limites para o pagamento de precatórios pelos municípios, com o objetivo de reduzir os impactos das dívidas judiciais nos cofres das prefeituras.

Na área da segurança pública, Motta destacou a inclusão dos agentes de trânsito no Fundo Nacional de Segurança Pública, medida que permite investimentos em capacitação, equipamentos e ações de segurança viária.

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O congressista também comentou sobre o Marco Legal de Combate ao Crime Organizado, já transformado em lei, como instrumento para enfrentar organizações criminosas que atuam em cidades do interior.

“Queremos, com isso, enfrentar de forma definitiva o chamado novo cangaço, que paralisa os municípios, destrói agências bancárias, fecha acessos e sitia a população”, afirmou.

Em relação à saúde, o presidente da Câmara mencionou o programa Agora Tem Especialistas, aprovado pela Câmara dos Deputados, que prevê o uso de carretas itinerantes para realização de exames e consultas médicas em municípios brasileiros.

Já quanto à mobilidade urbana, ele destacou a aprovação do Marco Legal do Transporte Público, que amplia as possibilidades de financiamento dos sistemas municipais de transporte coletivo.

Hugo Motta também defendeu as emendas parlamentares como forma de aproximar o Orçamento da União das demandas locais. Na avaliação dele, os recursos ajudam a direcionar investimentos para obras, serviços e ações prioritárias nos municípios.
 

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A Agência Nacional de Mineração (ANM) distribuiu nesta segunda-feira (18) mais de R$ 441 milhões a estados e municípios produtores minerais. O valor corresponde à Compensação Financeira pela Exploração Mineral (CFEM), os royalties da mineração, referentes à arrecadação de abril e repassados em maio.

Da quantia total, mais de R$ 88 milhões foram destinados aos estados e ao Distrito Federal, enquanto os municípios receberam mais de R$ 353 milhões. Entre os estados, Minas Gerais liderou os repasses, com mais de R$ 37 milhões, seguido pelo Pará, que recebeu mais de R$ 34 milhões.

Os recursos da CFEM devem obedecer a regras específicas de aplicação, com exigências legais de transparência e controle.

Vedações e aplicação dos recursos 

A legislação determina que a CFEM não pode ser usada para pagar dívidas, exceto aquelas contraídas com a União ou seus órgãos. Também é vedado o uso dos recursos para despesas permanentes com pessoal.

Há uma exceção prevista para gastos com educação. Nesse caso, os recursos podem ser utilizados para remuneração de profissionais da educação básica da rede pública, especialmente em regime de tempo integral.

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Pelo menos 20% dos valores devem ser aplicados preferencialmente em ações como diversificação da economia, mineração sustentável e investimentos em pesquisa e desenvolvimento científico e tecnológico.

Transparência

Estados, Distrito Federal e municípios que recebem a CFEM são obrigados a divulgar anualmente a aplicação dos recursos, conforme estabelece a Lei de Acesso à Informação (Lei nº 12.527/2011).

As informações sobre a distribuição podem ser acessadas no site da ANM, na seção dedicada à Compensação Financeira pela Exploração Mineral (CFEM). Os registros de repasse também podem ser consultados no Banco do Brasil, responsável pela operacionalização dos pagamentos aos entes federativos.
 

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A partir desta segunda-feira (18), Brasília (DF) recebe a XXVII Marcha a Brasília em Defesa dos Municípios – considerada o maior evento municipalista da América Latina. Organizado pela Confederação Nacional de Municípios (CNM), a expectativa é que o evento reúna mais de 15 mil gestores municipais, entre prefeitos, vice-prefeitos, vereadores e secretários na capital federal. O foco desta edição é o fortalecimento do diálogo entre União, estados e municípios. As atividades vão até 21 de maio.

O encontro é realizado no Centro Internacional de Convenções do Brasil (CICB), com palestras no palco principal e nas áreas técnicas. Ao longo de quatro dias, os participantes poderão acessar debates sobre a distribuição dos royalties do petróleo, reforma tributária, educação, emergência climática, consórcios públicos e saneamento. 

A programação também inclui uma sabatina dos principais pré-candidatos à Presidência da República feita pelo presidente da CNM, Paulo Ziulkoski. A CNM avalia que o momento é crucial para o  diálogo federativo.

Durante o evento, os participantes também poderão conferir novidades para os municípios no Espaço do Patrocinador. Os gestores podem, ainda, receber atendimento técnico personalizado apresentando a realidade municipal nas mais diversas áreas da administração.

Programação

A programação é separada em dois andares do CICB. No piso 3, chamado de piso político, é possível acessar a programação do palco principal, bem como o atendimento técnico exclusivo em diferentes áreas da administração.

Já no piso 1, chamado de piso técnico, os participantes podem acessar as arenas técnicas, debater diversos assuntos da administração local, com a participação de profissionais. Também compõe a programação a  apresentação de boas práticas municipais.

Entre os painéis previstos estão a execução dos programas federais nos municípios, como custos, controle externo e entraves do PAC, bem como segurança pública e redução do risco de desastres nos municípios.

Também serão discutidos temas como a nova Lei de Licitações e Lei Geral de Proteção de Dados, captação de recursos e emendas parlamentares para ações municipais e boas práticas para o aprimoramento da gestão municipal.

A programação completa pode ser acessada em www.marcha.cnm.org.br.

Credenciamento

O credenciamento estará disponível no local do evento a partir das 10 horas desta segunda (18). É necessário apresentar o documento de identidade e a confirmação da inscrição. 

O credenciamento prévio também pode ser feito nos totens disponibilizados no aeroporto e nos hotéis credenciados ao evento. Com isso, o gestor confirma a presença e já consegue retirar o crachá. 

Certificado

Os inscritos têm direito a certificado de participação. No entanto, devem participar de pelo menos 70% de toda a programação. O certificado será disponibilizado em até três dias após o término do evento. 

A CNM orienta  que os gestores não esqueçam de marcar presença no evento com as recepcionistas. O bipe deve ser feito tanto na entrada quanto na saída do local.
 

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Cerca de 20% dos municípios brasileiros ainda não possuem agência reguladora de saneamento, um dos entraves apontados por especialistas para o atraso na universalização dos serviços de água e esgoto no país. A avaliação foi feita durante o VII Fórum Novo Saneamento, encerrado no último dia 13 de maio, em São Paulo, onde representantes do setor consideraram improvável o cumprimento da meta prevista para 2033 pela Lei 14.026/2020.

O encontro reuniu presidentes de companhias estaduais, executivos de operadoras privadas, advogados e especialistas em financiamento e regulação. Apesar do avanço registrado nos últimos anos, os participantes avaliaram que o prazo restante de sete anos não será suficiente para universalizar os serviços.

O Novo Marco Legal do Saneamento estabelece como principal objetivo ampliar o acesso aos serviços básicos de saneamento no país até 2033. A meta prevê que 99% da população brasileira seja atendida com abastecimento de água potável e que 90% tenha acesso à coleta e ao tratamento de esgoto.

“Estimam que entre R$ 600 e até R$ 900 bilhões são necessários para a gente encontrar essa meta em 2033. Isso daria uma taxa que, hoje, seria quase duas vezes a taxa de investimento em valores do que é feito normalmente. Então, seria mais que dobrar os investimentos que, hoje, são feitos anualmente para encontrar essa meta. Mas, não encontrar essa meta em 2033, de maneira nenhuma significa um fracasso ou algo que a gente possa desabonar os avanços que foram feitos no setor”, afirmou Carlos Lebelein, da LMDM Consultoria.

Falta de regulação e sistemas autônomos

Segundo Lebelein, a ausência de estruturas regulatórias em parte dos municípios ainda dificulta o avanço da cobertura. "Há também a questão dos sistemas autônomos, a maior parte deles municipais, que não foram contemplados pelas exigências do marco legal”, disse.

O consultor mediou um painel com representantes de operadoras privadas para discutir questões que vêm impactando as concessionárias em diferentes estados, entre elas o reequilíbrio financeiro dos contratos, a pressão tarifária e os efeitos da reforma tributária sobre as contas de água.

Reequilíbrio contratual trava investimentos

As concessionárias privadas relataram que a demora nos processos de reequilíbrio contratual tem afetado os cronogramas de investimento. Segundo representantes do setor, muitas empresas assumem concessões e encontram condições diferentes das previstas originalmente, com necessidade maior de obras, redução de perdas e ampliação da infraestrutura.

“Na maioria das vezes, os agentes regulatórios não estão preparados para lidar com esse assunto”, afirmou Edgar Perlotti, gerente de regulação da Iguá Saneamento.

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A diretora regulatória e de compliance do grupo BRK, Juliana Rayel Chequi, considerou que é difícil manter investimentos em um contrato desequilibrado. “Superar esse descompasso é essencial para colocar as metas estabelecidas nos trilhos novamente”, avaliou

Para Cíntia Araújo, gerente executiva da área de regulação da Aegea, parte do problema começa ainda na modelagem dos projetos. “Isso acaba paralisando investimentos importantes”, concluiu.

Cenários da universalização 

A 18ª edição do Ranking do Saneamento, elaborado pelo Instituto Trata Brasil em parceria com a GO Associados, indica que 28 municípios do país já alcançaram a universalização do abastecimento de água. Entre eles, 11 registram cobertura total de 100%, com predominância de cidades do estado de São Paulo. Os outros 17 municípios apresentam índices iguais ou superiores a 99%, distribuídos entre as regiões Sul, Sudeste, Nordeste e Centro-Oeste.

O estudo tem como base os 100 municípios mais populosos do Brasil e utiliza os dados mais recentes do Sistema Nacional de Informações em Saneamento Básico (SINISA), com ano de referência de 2024, divulgados pelo Ministério das Cidades.

Apesar dos avanços registrados, o levantamento aponta que as regiões Norte e Nordeste ainda enfrentam as maiores dificuldades para alcançar a universalização completa e equilibrada do abastecimento de água.

Entre os casos destacados, Recife (PE) aparece com 78,93% de cobertura de abastecimento. Já Porto Velho (RO) ocupa a última posição entre os 100 municípios analisados, com 30,74% de atendimento.

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Em estudo técnico, a Confederação Nacional de Municípios (CNM) identificou que a redução da jornada de trabalho no Brasil pode custar R$ 48,4 bilhões aos municípios. O levantamento analisou os impactos da alteração prevista no PL 1.838/2026 e na PEC 8/2025 que tramitam no Congresso Nacional. 

A maior preocupação dos gestores recai sobre a PEC 8/2025, que prevê a redução da jornada para 36 horas semanais. Conforme a CNM, a medida, além do impacto estimado de R$ 48,4 bilhões nos cofres municipais, também levaria as cidades a contratar 770,3 mil novos profissionais. As contratações seriam destinadas a manter o atual nível de prestação de serviços públicos.

Em nota oficial,  o presidente da CNM, Paulo Ziulkoski, ressaltou que as mudanças devem ser efetivadas com cuidado e merecem discussão aprofundada. "É preciso alertar que mudanças tão drásticas devem ser feitas com extrema cautela, uma vez que no caso dos entes públicos, as consequências de medidas legislativas serão experimentadas pela própria população”, disse.

A confederação lembra, em nota, que o texto da PEC deve entrar em vigor um ano após a promulgação. E avalia que o impacto deve ser ainda maior, considerando que a estimativa não considera os trabalhadores de empresas terceirizadas que prestam serviços aos municípios.

Já em relação aos reflexos financeiros em torno da promulgação do PL 1.838/2026, que altera a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) para estabelecer uma jornada semanal de 40 horas, a entidade analisa que as consequências são mais limitadas em relação ao texto da PEC. No entanto, o impacto aos cofres municipais seria de R$ 442 milhões, além da necessidade de contratação de 7,1 mil novos servidores. 

“A amplitude entre os impactos (PECs e PL) reside não somente no fato da redução da jornada ser menor no projeto de lei, mas também no escopo das ocupações que serão diretamente impactadas”, diz um trecho do estudo da CNM.

Reflexos nas carreiras

Além de detalhar os possíveis reflexos financeiros da redução da jornada de trabalho no Brasil, o levantamento aponta que as propostas afetam todas as carreiras dos servidores das prefeituras. Pelo estudo, para os municípios, as áreas mais impactadas seriam educação, saúde, serviços gerais e os técnicos administrativos. 

A conclusão é de que os serviços mais básicos para a população deverão precisar de um maior volume de reposição do quadro de funcionários.

Os dados da CNM mostram que, com a PEC, a administração pública poderá ter um déficit de cerca de 96 mil professores, 58 mil trabalhadores de limpeza urbana e 22 mil técnicos em enfermagem. 

A confederação destaca que para minimizar as adversidades em caso de aprovação, os gestores precisarão repor quase 10% de toda a força de trabalho do país para manter a mesma estrutura vigente antes da PEC. Outra atitude seria buscar alternativas, como rearranjo das jornadas de trabalho ou a informatização de parte dos serviços públicos.
 

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A 3ª edição do Prêmio Municípios Mineradores ocorreu dia 18 de maio no auditório do Ministério de Minas e Energia (MME), em Brasília, iniciativa que reconhece municípios brasileiros com desempenho significativo em governança pública e no uso eficiente dos recursos oriundos da mineração. A cerimônia contou com a presença de prefeitos e representantes dos 16 municípios premiados. Idealizado pelo Instituto Brasileiro de Mineração (IBRAM) em parceria com a Agenda Pública e o Ministério de Minas e Energia (MME), o prêmio teve como tema, neste ano, “Minerando Futuros” e reforçou o papel da mineração como vetor de desenvolvimento econômico e social nos territórios. “O prêmio analisa de forma estruturada como os gestores municipais administram os recursos oriundos da mineração. Não basta apenas explorar: é preciso fazer da mineração fonte e ponte para que os cidadãos tenham acesso à educação, saúde, saneamento básico e demais serviços que garantam uma vida digna”, afirma Sergio Andrade, diretor-executivo da Agenda Pública. 

A abertura do evento teve a participação da Secretária Nacional de Geologia, Mineração e Transformação Mineral do MME, Ana Paula Bittencourt, que destacou o potencial da mineração no Brasil e sua relevância para a economia nacional. “O enfoque da mineração mudou. Passamos por um outro momento agora, após superarmos desafios”. Segundo o MME, as receitas do setor mineral superam anualmente R$ 250 bilhões, excluindo petróleo e gás. O evento ocorreu em paralelo à XXVII Marcha a Brasília em Defesa dos Municípios, conhecida como Marcha dos Prefeitos, e em meio às discussões sobre a identificação e exploração de terras raras no Brasil. Para Pablo Cesário, diretor-presidente do IBRAM, o Prêmio Municípios Mineradores reforça a importância de ampliar investimentos e boas práticas no setor: “Os municípios mineradores têm papel decisivo para que o Brasil aproveite o novo ciclo de investimentos previsto para a mineração, especialmente em minerais críticos e estratégicos. Boa gestão pública, planejamento e uso responsável dos recursos ajudam a criar ambientes mais preparados para atrair investimentos, gerar empregos e ampliar oportunidades para a população”. 

Dentre as novidades da edição 2026, oito municípios foram reconhecidos como destaques nacionais nas oito categorias do prêmio: Alvorada de Minas (MG), na categoria saúde; Itaoca SP, na categoria educação; Vila Propício (GO), na categoria proteção social; São Gonçalo do Rio Abaixo (MG, na categoria meio ambiente; Paragominas (PA), na categoria gestão; Itatiaiucú (MG), na categoria finanças públicas; Sarzedo (MG), na categoria infraestrutura e Nova Lima (MG), na categoria desenvolvimento econômico. Além disso, cinco destaques regionais, um por região também tiveram seus esforços reconhecidos: Bandeirantes do Tocantins pela região Norte; Barrocas, da Bahia, pela região Nordeste; Alto Horizonte, pela região Centro-Oeste; São Gonçalo do Rio Abaixo, Minas Gerais, pela região Sudeste e Treviso, Santa Catarina, pela região Sul. Mais um destaque do prêmio foi a criação da Comunidade de Boas Práticas, iniciativa aberta a todos os municípios brasileiros, com o objetivo de fomentar a troca de experiências entre gestores públicos, promover encontros e fortalecer soluções voltadas à melhoria da qualidade de vida da população. Os interessados podem se cadastrar clicando aqui.

Nesta edição, os municípios premiados foram Alvorada de Minas (MG), Belo Vale (MG), Alto Horizonte (GO), Itaoca (SP), Barro Alto (GO), Vila Propício (GO), Pilar de Goiás (GO), Itabira (MG), Sarzedo (MG), Itatiaiuçu (MG), Nova Lima (MG), Paragominas (PA), Marabá (PA), Ouro Preto (MG), São Gonçalo do Rio Abaixo (MG) e Santa Bárbara (MG). A premiação considerou oito categorias: saúde, educação, proteção social, meio ambiente, finanças públicas, infraestrutura, desenvolvimento econômico e gestão. Também houve reconhecimento regional de boas práticas, com destaque para Bandeirantes do Tocantins (TO), Barrocas (BA), São Gonçalo do Rio Abaixo (MG), Treviso (SC) e Alto Horizonte (GO). A avaliação foi realizada por um corpo de jurados formado por especialistas em gestão pública, economia e desenvolvimento, vinculados à Escola Nacional de Administração Pública (ENAP), ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), ao Instituto Arapyaú e ao Ministério de Minas e Energia (MME). São elegíveis à premiação municípios com participação mínima de 5% da Compensação Financeira pela Exploração de Recursos Minerais (CFEM) na receita total em pelo menos um ano entre 2018 e 2025. Foram selecionados três municípios destaques por dimensão, com base na média simples dos indicadores normalizados. 

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Com um público recorde de mais de 1.800 participantes, foi aberta na noite do dia 17 de maio, nas dependências do Centro de Convenções da Escola de Minas da UFOP, em Ouro Preto, a 12ª. edição do Simexmin (Simpósio Brasileiro de Exploração Mineral), que também marcou a comemoração dos 30 anos da ADIMB (Associação para o Desenvolvimento e Inovação do Setor Mineral Brasileiro).

De acordo com o presidente do Conselho da ADIMB, Marcos André Gonçalves o evento acontece num momento em que o mundo vive a transição energética e os minerais ganham protagonismo pelo papel que desempenham nessa transição. Para ele, isso representa um potencial de crescimento para o Brasil, em função dos recursos minerais que possui e para a ADIMB, porque a entidade acredita que o futuro, sobretudo o futuro tecnológico, está na colaboração.

Medalha Onildo Marini

O ponto alto da cerimônia de abertura foi a entrega da Medalha Onildo Marini, criada por ocasião da celebração dos 30 anos da ADIMB, para o geólogo Elmer Prata Salomão e a engenheira de minas Maria José Gazzi Salum, ambos membros do Conselho Consultivo de Brasil Mineral. A entrega da medalha foi feita por Miguel Marini, filho do professor Onildo Marini. Ambos os profissionais foram reconhecidos pela contribuição que deram à entidade ao longo de sua trajetória.

Como parte das comemorações dos 30 anos, a ADIMB também concedeu uma placa de homenagem a várias personalidades e representantes de entidades e instituições contribuíram para a afirmação da entidade ao longo desse período, incluindo a Brasil Mineral, que foi representada por seus diretores Francisco Alves e Sérgio de Oliveira.

Em seguida, representando o governo federal, o diretor do MME, José Luiz Ubaldino, destacou a importância de se fortalecer a agenda de pesquisa, desenvolvimento e inovação (PD&I) no setor mineral. Para ele, o futuro da mineração será definido não apenas pela disponibilidade de recursos, mas pela capacidade de dominar tecnologia, processamento, inteligência geológica e sustentabilidade.

“O Brasil precisa consolidar uma política mineral moderna, estratégica e de longo prazo, capaz de integrar exploração mineral, desenvolvimento tecnológico, sustentabilidade, industrialização em desenvolvimento econômico e social. O mundo está mudando rapidamente e os minerais estarão no centro dessa transformação. Poucas vezes tivemos diante de nós uma oportunidade tão relevante para transformar riqueza mineral em desenvolvimento, inovação e protagonismo internacional”, disse ele.

Já o diretor-geral da ANM, Mauro de Souza, preferiu dedica fala ao elogio das mulheres, comemorando a crescente presença feminina no universo da mineração, sobretudo através do trabalho desenvolvido pelo WIM (Women In Mining) Brasil.

O diretor da Escola de Minas da UFOP, José Alberto Naves Cocota, lembrou que os 30 anos da ADIMB coincidem com os 150 anos da escola que criou o primeiro curso de engenharia de minas do Brasil, e ressaltou que “temos muito o que avançar na pesquisa, inovação e sustentabilidade, para que de fato possamos ir rumo ao futuro por meio dos eixos temáticos propostos nesse simpósio”.

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Com a detonação que marcou a abertura do Portal Sul, no dia 26 de março de 2026, a Appian Capital Advisory Limited, através de sua controlada Atlantic Nickel, deu início ao Projeto Underground, que prevê a lavra subterrânea na mina Santa Rita, em Itajibá, na Bahia, que produz níquel sulfetado e que atualmente opera a céu aberto. O projeto, que demandará investimentos de R$ 3,3 bilhões, permitirá que a vida útil da mina Santa Rita seja estendida por pelo menos mais 34 anos. Esta será a única mina subterrânea de níquel sulfetado na América Latina.

Para Ignacio Bustamante, Head de Metais Básicos da Appian Capital, o início dos trabalhos preliminares para a futura transição da mina Santa Rita para a lavra subterrânea simboliza oficialmente o começo de uma nova fase abaixo da superfície, representando progresso, união e nossa visão compartilhada para o desenvolvimento da região.

“O anúncio de hoje não é apenas mais um marco para o Projeto Santa Rita. Representa um importante avanço para o desenvolvimento sustentável e o crescimento. Estamos entusiasmados em anunciar um potencial investimento acima de R$ 3,3 bilhões, que demonstra nosso compromisso duradouro com o Brasil e com a região da Bahia. Essa expansão prolongará a vida útil da mina por mais de duas décadas, trazendo estabilidade, novas oportunidades e prosperidade duradoura para as comunidades locais e toda a região.

Ele acrescenta que as operações na Atlantic Nickel são focadas na produção de minerais críticos (níquel, cobre, cobalto, platina, paládio e ouro), que são fundamentais para a transição global de energia limpa, veículos elétricos e tecnologias avançadas. “Processando mais de 6 milhões de toneladas ao ano e com a meta de quase 30 mil toneladas de níquel em concentrado, estamos fortalecendo a liderança do Brasil no mercado internacional de minerais críticos”.

Para Bustamante, a sustentabilidade está no centro de tudo o que a empresa faz. “Utilizando técnicas avançadas de sublevel caving, maximizamos o aproveitamento dos recursos com impacto ambiental mínimo, estabelecendo referências para práticas mineradoras responsáveis e de estado ambiental. Nossos compromissos ESG contínuos promovem mudanças positivas, apoiando infraestrutura local, educação, saúde e iniciativas sociais que enriquecem vidas em toda a Bahia e além. A transformação da Mina Santa Rita desde 2018 é um exemplo de investimento visionário e reformas responsáveis. Com uma capacidade robusta de concentração e um portfólio de minerais críticos, nosso trabalho apoia o emprego local, fortalece cadeias de suprimentos e gera valor econômico significativo para o Brasil.

Para o Country Manager da Appian Capital Brazil, Milson Mundin, "a abertura do Portal Sul marca o alcance de uma importante etapa para a Atlantic Nickel e reforça nossa forte convicção no potencial de longo prazo desse ativo. A transição para a mineração subterrânea prolongará significativamente a vida útil da mina, permitindo uma recuperação mais eficiente de recursos e reduzindo nossa pegada ambiental superficial. Essa próxima fase posiciona a Atlantic Nickel como uma operação de níquel de alta qualidade e longa duração, apoiando a crescente demanda global por minerais críticos produzidos de forma responsável’.

Segundo a empresa, para lavra do depósito subterrâneo, de teor mais elevado, será utilizado o método de produção sublevel caving, que tem sua eficiência comprovada em grandes minas da Suécia, África do Sul e Austrália. “O método foi selecionado para aumentar a recuperação de recursos, mantendo a capacidade de produção com impacto superficial mínimo. A tecnologia apoia a exploração em profundidades significativas ao empregar um sistema controlado de quebra e manuseio de rochas, garantindo alta produtividade e segurança operacional. O método também é idealmente adaptado às condições geológicas do depósito, otimizando eficiência e segurança durante todo o processo de extração. Espera-se que o método sublevel caving reduza os impactos ambientais em comparação à mineração a céu aberto, limitando poeira, ruído e distúrbios na superfície, mantendo o desempenho da produção”.

A mina a céu aberto, cuja operação foi retomada pela Atlantic Nickel em 2019, tem operado com capacidade de processamento de cerca de 6,6 milhões de toneladas de minério por ano. Desde 2020, a empresa exportou mais de 632.000 toneladas de concentrado de níquel gerado a partir do minério extraído na mina para Canadá, China e Finlândia, em mais de 50 embarques. Atualmente, a escala de produção da mina é da ordem de 15 mil t/ano de níquel em concentrado. Além de níquel, são obtidos como subprodutos cobre, cobalto, ouro, platina e paládio.

Leia a matéria completa na edição 456 da Brasil Mineral

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FPM
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Os municípios brasileiros recebem nesta quarta-feira (20) a segunda parcela de maio do Fundo de Participação dos Municípios (FPM). O repasse total supera R$ 2 bilhões, valor cerca de 9% maior do que o registrado no mesmo período do ano passado, quando o montante foi de aproximadamente R$ 1,8 bilhão.

Neste decêndio, o estado de São Paulo concentra o maior volume de recursos, com cerca de R$ 353 milhões distribuídos entre seus municípios. Entre as cidades paulistas beneficiadas estão Salto e São João da Boa Vista.

Na outra ponta, Roraima registra o menor volume total, de aproximadamente R$ 1,5 milhão. Entre os municípios do estado, Alto Alegre e Cantá estão entre os que recebem os maiores valores, em torno de R$ 124 mil cada.

O especialista em orçamento público Cesar Lima lembra que, nos últimos meses, houve muita oscilação nos resultados em relação ao ano passado. Contudo, para esta parcela, ele considera o desempenho satisfatório. 

“É um decêndio que vem quebrando uma série de decêndios de meio de mês com resultado geralmente abaixo do registrado no ano passado. Esse veio com um resultado maior do que o mesmo período de 2025. Vamos esperar que essa tendência se confirme para os próximos decêndios e que este ano seja bom para os municípios em relação ao FPM”, destaca. 

 

Municípios bloqueados no SIAFI

Embora o FPM seja destinado a todos os municípios brasileiros, alguns estão impedidos de receber os recursos devido a bloqueios registrados no Sistema Integrado de Administração Financeira do Governo Federal (SIAFI), conforme lista atualizada até 15 de maio. São eles:

  1. São Gabriel da Palha (ES)
  2. São Francisco do Maranhão (MA)
  3. Porto Real (RJ)
  4. Rio das Flores (RJ)
  5. Guamaré (RN)
  6. Caçapava do Sul (RS)
  7. Aquidabã (SE)

O que é o FPM

O Fundo de Participação dos Municípios é uma transferência constitucional formada por 22,5% da arrecadação da União com o Imposto de Renda (IR) e o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI).

VEJA MAIS:

A distribuição dos recursos entre os municípios varia conforme a população e é atualizada anualmente com base nos dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
 

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Os municípios brasileiros receberam nesta quinta-feira (30) o terceiro repasse de abril do Fundo de Participação dos Municípios (FPM). No total, as prefeituras vão partilhar R$ 5,6 bilhões, um aumento de cerca de 17% em relação ao mesmo período de 2025, quando foram distribuídos R$ 4,8 bilhões.

O especialista em orçamento público César Lima avalia que o resultado é positivo para as prefeituras e indica uma tendência de recuperação na arrecadação. Na avaliação dele, o cenário pode ser um indicativo de que o modelo de compensação previsto nas novas regras do Imposto de Renda pode estar surtindo efeito.

“Isso pode nos demonstrar que o ano será positivo para o FPM e que muito provavelmente a conta do governo em relação ao imposto de renda sobre as grandes fortunas, aquele adicional para compensar a não arrecadação daqueles que ganham até 5 mil reais, pode ter realmente se mostrado real, com números que não vão prejudicar os municípios ao longo do ano. Contudo, é necessário que continuemos acompanhando essa trajetória”, destaca.

 

 

Distribuição regional do FPM

O Sudeste concentra a maior quantia destinada aos estados brasileiros. Os municípios de São Paulo partilham R$ 701 milhões. Entre as cidades paulistas que recebem as maiores cotas estão Campinas, Ribeirão Preto e São Bernardo do Campo.

No Nordeste, região que lidera em volume de recursos, a Bahia se destaca com mais de R$ 456 milhões. No estado, os municípios contemplados com as parcelas mais elevadas são Porto Seguro, Ilhéus e Vitória da Conquista, por exemplo.

No Sul, o maior montante é destinado ao Rio Grande do Sul, que distribuirá mais de R$ 359 milhões entre as prefeituras. Entre as cidades gaúchas que recebem os maiores repasses destacam-se Canoas, Caxias do Sul e Pelotas.

No Centro-Oeste, Goiás lidera a lista, com R$ 183 milhões. Entre os municípios que recebem os maiores valores no estado estão Anápolis, Luziânia e Rio Verde.

Já no Norte, o Pará concentra o maior volume, com R$ 162 milhões. Os entes locais que figuram entre os que recebem as maiores parcelas são Marabá, Santarém e Castanhal.

Municípios bloqueados no FPM

Até o dia 28 de abril de 2026, 11 municípios estavam bloqueados para recebimento do FPM. São eles:

  1. São Francisco do Maranhão – MA
  2. Nova Friburgo – RJ
  3. Petrópolis – RJ
  4. Guamaré – RN
  5. Não-Me-Toque – RS
  6. Santana da Boa Vista – RS
  7. Santo Antônio da Patrulha – RS
  8. Camboriú – SC
  9. Aquidabã – SE
  10. Poço Redondo – SE
  11. Combinado – TO

Para desbloquear a verba, o gestor público deve identificar o órgão que determinou o bloqueio. Em seguida, precisa verificar o motivo e regularizar a situação.

Sobre o FPM

O FPM é considerado a principal fonte de receita de cerca de 80% dos municípios brasileiros e é um repasse previsto na Constituição Federal. Os recursos do fundo são formados por 22,5% da arrecadação da União com o Imposto de Renda (IR) e o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI).

O valor recebido pelos municípios varia conforme o número de habitantes e é atualizado anualmente com base em dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
 

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SOJA E TRIGO: confira os preços dos grãos nesta quinta-feira (21)

O preço do trigo registra queda de 0,07% no Paraná e de 0,25% no Rio Grande do Sul

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LOC: O preço do café arábica abriu esta quinta-feira (21) em alta. A saca de 60 quilos é negociada a R$ 1.606,03 na cidade de São Paulo, com avanço de 1,03%, segundo dados do Cepea.

Já o café robusta registrou queda de 0,30%, sendo comercializado a R$ 919,16.

O açúcar cristal apresentou recuo nas principais praças paulistas. Na capital, a saca de 50 quilos caiu 0,76% e é vendida a R$ 93,25.

Em Santos, no litoral paulista, o movimento foi de alta. A valorização foi de 1,76%, com a mercadoria negociada a R$ 105,15, na média de preços sem impostos.

O milho também teve leve valorização. A saca de 60 quilos é comercializada a R$ 65,34, após alta de 0,09%.

Os dados são do Cepea.

Reportagem, Juline Pogorzelski.

LOC: O preço da soja registra queda nesta quinta-feira (21) no Paraná e também no porto de Paranaguá.

No interior do estado, a saca de 60 quilos é negociada a R$ 123,18, após recuo de 0,40%. Já em Paranaguá, a cotação caiu 0,01%, com a saca vendida a R$ 129,25.

O trigo também apresenta desvalorização no Sul do país. No Paraná, a tonelada do cereal caiu 0,07% e é comercializada a R$ 1.359,61.

No Rio Grande do Sul, a queda foi mais intensa, de 0,25%, com a tonelada negociada a R$ 1.307,80.

Reportagem, Juline Pogorzelski.

LOC: O mercado do boi gordo registrou leve alta. Em São Paulo, a arroba é negociada a R$ 345,10, com avanço de 0,09%, segundo dados do Cepea.

Já o mercado do frango segue em queda nas regiões da Grande São Paulo, São José do Rio Preto e Descalvado. O frango congelado é vendido a R$ 7,48 o quilo, enquanto o frango resfriado custa R$ 7,49, ambos com recuo de 1,32%.

No setor suíno, a carcaça especial permanece estável nos atacados da Grande São Paulo, cotada a R$ 8,66 por quilo.

O suíno vivo apresentou queda nos estados analisados, com exceção de Minas Gerais e São Paulo, onde os preços seguem estáveis.

 

Reportagem, Juline Pogorzelski.